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Emerson Dias Levandoski, Advogado
Emerson Dias Levandoski
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Emerson Dias Levandoski, Advogado
Emerson Dias Levandoski
Comentário · ano passado
Divirjo dos meus colegas que comentaram até agora.
Os advogados devem se mobilizar contra essas regras arcaicas da OAB. Elas devem se modernizar para se adequar ao nosso paradigma atual. Lógico!
Porém, vejo como abusivo o modo como o colega que defende o Lula expôs o seu escritório com um "enorme banner" com o nome do seu escritório, inclusive em quadriculados estrategicamente posicionados para serem flagrados pelas lentes das câmeras de TV e Jornal impresso, tal como se tudo fosse uma trivial coletiva de imprensa de um grande time de futebol que mostra como pano de fundo aquela dezena de patrocinadores. Coisa típica do "nosso mundo da bolinha".
A advocacia não pode também tolerar esse tipo de exagero e já imaginou onde isso iria parar?
Vejo como uma banalização da classe o fato de querer igualá-la ao meio empresarial, sem atentar-se para as grandes diferenças entre ambas.
Um escritório de advocacia exige sim conhecimentos que são comuns ao empresariado. Mas, isso não faz do advogado um empresário quando do exercício do seu metiê jurídico.
Nós, enquanto advogados não vendemos um produto e devemos primar pela discrição. O mesmo acontece com os médicos. E deve ser assim!
Já imaginou que trágico-cômico seria o comercial do advogado ultra moderno e liberal com o seu marketing anunciando seus serviços como quem vende limão na feira?
E não, não tenho nada contra o vendedor de limão da feira. Adoro limões e feiras. Mas, nós advogados não somos feirantes e precisamos zelar pela discrição.
Meu discurso é arcaico? Não acho! Acho sim que devemos modernizar, mas sem esse raciocínio “ultra liberal” de marketing estilo empresarial.
O marketing empresarial funciona bem para empresas e o marketing do advogado funciona bem para este, de modo discreto e elegante.
Porém, já que muitos fazem uma analogia ao mundo empresarial, pense comigo: Qual a razão pela qual as pessoas têm uma determinada noção de preço e importância de umas marcas mais “nobres” sobre outras, e agora analise o modo como essas empresas são discretas no seu marketing.
Tudo é questão de engajamento e estratégia de posicionamento, pensamentos também empresariais aos adeptos da analogia.
Afinal, uma classe de profissionais que deseja se levar a sério não pode tolerar abusos no seu marketing a ponto de igualá-la com qualquer comércio.
Portanto, vejo que as regras de marketing na advocacia devem se atualizar, mas não a ponto de tolerar um enorme banner em uma coletiva de imprensa, já que isso é típico de ações de empresas que visam atingir massas, e o valor do advogado não deve estar atrelado na captação de clientes em bloco, como uma empresa de refrigerantes ou uma rede de "fast food" faz, já que isso avilta a classe.
Emerson Dias Levandoski, Advogado
Emerson Dias Levandoski
Comentário · há 2 anos
Lendo alguns comentários aqui fico pensativo: "Temos muitos irônicos ou muitos violadores da constituição?"
Afinal, até que se promulgue outra
constituição, temos como um PRINCÍPIO a inafastabilidade da jurisdição.
Pois bem, daí vir sustentar em um fórum voltado para profissionais do Direito que o Estado tem outras ações "mais importantes para atender" do que a representativa deste artigo que reclama míseros R$8,10 soa no mínimo como um escárnio.
Já dizia Eduardo Couture ao bendito advogado: "Teu dever é lutar pelo direito; porém, quando encontrares o direito em conflito com a justiça, lute pela justiça."
Quero confiar que alguns "comentadores" deste artigo são muito irônicos ou qualquer coisa menos advogados, promotores, ou juízes, caso contrário a nossa sociedade está a beira de um colapso com tamanha visão desprovida de um mínimo de equidade! Ou talvez temos aí a justificativa de tantos Renan's, Eduardo's, Luíses, Dilmas e outra figuras em nosso país tupiniquim.
Em tempo, bem redigido o seu texto nobre colega Jocil Moraes Filho.
Assim, como muito bem alinhavou em seu artigo, o que me atormenta nesse tipo de decisão judicial não é o valor irrisório, mas o desprezo a princípios básicos de nosso Estado e de nossa jurisdição.
Para a sorte do jurisdicionado relacionado no caso, existem ainda meios para recorrer.
Santa sorte dele!

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